quinta-feira, 15 de setembro de 2011

B. F. SKINNER

   Burrhus Frederic Skinner nasceu em 1904, no estado norte-americano da Pensilvânia. Formou-se em língua inglesa na Universidade de Nova York, antes de redirecionar a carreira para a psicologia, que cursou em Harvard, onde tomou contato com behaviorismo. Seguiram-se anos dedicados a experiências com ratos e pombos, paralelamente à produção de livros. O método desenvolvido para observar os animais de laboratório e suas reações aos estimulos levou-o a criar pequenos ambientes fechados que ficaram conhecidos como caixas de Skinner, depois adotadas para experimentos pela indústria farmacêutica. Em 1948, aceitou o convite para ser professor em Harvard, onde ficou até o fim da vida. Morreu em 1990, em ativa militância a favor do behaviorismo.
  Sua obra é a expressão mais célebre do behaviorismo, corrente que dominou o pensamento e a prática da psicologia, em escolas e consultórios, até os anos 1950. Para o psicologo, a educação deve ser planejada passo a passo, de modo a obter os resultados desejados na "modelagem" do aluno. Skinner considerava o sistema escolar um fracasso por ser basear na presença obrigatória, bob pena de punição. Ele defendia que se dessem aos alunos "razões positivas" para estudar. O ensino deve ser planejado para levar o aluno a emitir comportamentos progressivamente próximos do objetivo final, sem que para isso precise cometer erros. A idéia é que a máquina de aprendizado se ocupe das questões factuais e deixe ao professor a tarefa fundamental de ensinar o aluno a pensar.

JEAN PIAGET


 Jean Piaget nasceu em 1896, na Suíça. Interessado em filosofia, religião e ciências, formou-se em biologia na universidade de Neuchâtel, Suíça e aos 23 anos, mudou-se para Zurique, onde começou a trabalhar com o estudo do raciocínio da criança sob ótica da psicologia experimental. Antes do fim da década de 1930, já havia ocupado cargos importantes nas principais universidades suíças, foi também nesse período que acompanhou a infância dos 3 filhos, uma das grandes fontes do trabalho de observação, chamada de "Ajustamento progressivo do saber". Dedicou a vida,submetendo à observação científica rigorosa, para o processo de aquisição de conhecimento pelo ser humano, em particular a criança.
   Criou um campo de investigação, onde a teoria do conhecimento é centrada no desenvolvimento natural da criança. O pensamento infantil, passa por quatro estágios, desde o nascimento até o início da adolescência, quando a capacidade plena de raciocínio é atingida. As descobertas de Piaget tiveram grande impacto na pedagogia, demonstrando que a transmissão de conhecimento é uma possibilidade limitada. O conhecimento se dá por descobertas que a própria criança faz. O aprendizado é construído pelo aluno e é sua teoria que inaugura a corrente construtivista. Educar é estimular a procura do conhecimento.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

VYGOTSKY


   Lev Semenovich Vygotsky, nasceu em 1896, na Rússia e morreu em Moscou em 1934, com apenas 38 anos. Formou-se em Direito, História e Filosofia nas Universidades de Moscou e A.L.Shanyavskii. Sua formação e seu trabalho foi influenciado pela revolução russa de 1917 e o período de solidificação que se sucede. Por ser marxista, tenta desenvolver uma Psicologia com estas características.Vygotsky não deixou uma teoria acabada e pronta, nem apontou caminhos a serem seguidos por outros pesquisadores. Possuia uma preocupação com a situação de aprendizagem em sala aula.
   Vygotsky atribuía um papel preponderante ás relações sociais nesse processo, tanto que a corrente pedagógica que se originou de seu pensamento é chamada sociocontrutivismo. Os seus estudos sobre aprendizado decorrem da compreensão do homem como um ser que se forma em contato com a sociedade.
"Na ausência do outro, o homem não se constrói  homem."
  A formação se dá numa relação dialética entre o sujeito e a sociedade a seu redor. É a interação que cada pessoa estabelece com determinado ambiente, a experiência pessoalmente significativa. Para ele, a intervenção pedagógica provoca avanços que não ocorreriam espontâneamente. Ao formular o conceito de zona proximal, mostrou que o bom ensino é aquele que estimula a criança a atingir um nível de compreensão e habilidade que ainda não domina completamente, estimulando dela um novo conhecimento.Todo aprendizado amplia o universo mental do aluno. O ensino de um novo conteúdo não se resume à aquisição de uma habilidade ou de um conjunto de informações, mas amplia as estruturas cognitivas da criança.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

DAVID AUSUBEL


   David Ausubel cresceu insatisfeito com a educação que recebera. Assim, afirmava que a educação era muito violenta, com castigos e muita humilhação.
Após sua formação acadêmica,  resolveu dedicar-se à educação no intuito de buscar as melhorias necessárias ao verdadeiro aprendizado. Totalmente contra a aprendizagem puramente mecânica, torna-se um representante do cognitismo e propõe uma aprendizagem que tenha uma "estrutura cognitivista", de modo a intensificar a aprendizagem como um processo de armazenamento de informações que, ao agrupar-se no âmbito mental do indivíduo, seja manipulada e utilizada adequadamente no futuro, através da organização e integração dos conteúdos aprendidos significativamente.
  Segundo Ausubel, durante o processo de ensino é extremamente necessário, fazer algum sentido para o aluno e a informação deverá interagir com o seu cotidiano.  O autor entende que a aprendizagem significativa se verifica quando o banco de informações no plano mental do aluno se revela, através da aprendizagem por descoberta e por recepção.
 A Teoria da aprendizagem de Ausubel objetiva, portanto, facilitar a aprendizagem do aluno, através da psicologia da aprendizagem. Diz ele, que “Se eu tivesse que reduzir toda a psicologia educacional a um único princípio, diria isto: o fato isolado mais importante que informação na aprendizagem é aquilo que o aprendiz já conhece. Descubra o que ele sabe e baseie isso nos seus ensinamentos”. A aprendizagem significativa é elemento essencial ao processo de aquisição do conhecimento do aluno, fundamental para o novo papel do educador e a função social da escola.


JEROME BRUNER

  Jerome Bruner, nasceu em 1915 em Nova York, formou-se em psicologia pela Universidade de Duke, em 1937 e em 1941 em Harvard. Buscou analisar quais as contribuições para a psicologia do desenvolvimento. Como método de procedimento recorreu-se ao monográfico.  Jerome Bruner é considerado o pai da psicologia cognitiva, pois desafiou o paradigma do Behaviorismo. Em 1950 trabalhou em Harvard como professor no Departamento de Relações Sociais, onde juntamente com outros profissionais formou um grupo de estudo interdisciplinar das ciências sociais. Logo, após criou o centro de estudos cognitivos. Hoje Jerome Bruner vive em Nova York, fazendo palestras por alguns estados dos Estados Unidos, continua buscando uma nova teoria de aprendizagem na qual deve existir uma interação entre teoria e realidade. A cultura, o meio social, as condições financeiras, o histórico de cada um influência no modo de ser, agir e aprender. buscar entender como se aplicar um processo de aprendizagem interdisciplinar gradativo, para uma melhor assimilação dos conteúdos, é aprender a conciliar o ensino teórico com o dia-a-dia, possibilitando assim, que o aprendizado torne-se um processo simples, porém bem aplicado, mas de forma que o educando busque o assunto por livre vontade, tornando assim o educador apenas um aguçador do conhecimento.  
   Em sua teoria da descoberta, acredita que o aluno possui o papel de curioso, investigador e o professor o papel de estimular e incentivar a criatividade do aluno. Tendo como metodologia a estruturação das matérias de ensino, tornando mais atrativo na visão do aluno; Repetição da matéria nova, para memorização; Motivação sempre. O desenvolvimento cognitivo da criança depende da utilização de técnicas de elaboração da informação, com o fim de codificar a experiência, tendo em conta os vários sistemas de representação ao seu dispor.
   Bruner enfatiza a aprendizagem por descoberta, no qual se  preocupa em induzir uma participação ativa do aluno no processo de aprendizagem. Para  aprender deve haver situações de desafio que a levem a resolver problemas. Usar da fase de desenvolvimento da criança para faze-la aprender.
  O conceito de exploração de alternativas pressupõe que o ambiente ou conteúdo de ensino deve proporcionar alternativas para que o aluno possa deduzir relações e estabelecer similaridades entre as idéias apresentadas, favorecendo a descoberta de princípios.